Notícias gerais 23/06/2026

INDAIATUBA ESTÁ ENTRE AS CIDADES BRASILEIRAS MAIS PRÓXIMAS DA UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO, APONTA RANKING ABES 2026

Apenas 3,67% dos municípios avaliados alcançaram a categoria “Rumo à Universalização”, considerada a mais elevada do ranking nacional.

Indaiatuba está entre os 94 municípios brasileiros classificados na categoria máxima do Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, estudo elaborado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). O levantamento avaliou 2.558 cidades brasileiras, que representam cerca de 80% da população do país, com base nos dados oficiais de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

A cidade integra o seleto grupo de municípios classificados como “Rumo à Universalização”, categoria destinada às localidades que alcançaram as melhores pontuações nos indicadores de saneamento básico. Apenas 3,67% dos municípios avaliados atingiram esse nível de excelência, evidenciando os desafios ainda existentes para a universalização dos serviços no Brasil.

O ranking analisa cinco dimensões essenciais do saneamento: atendimento com rede de abastecimento de água, atendimento com rede coletora de esgoto, percentual de esgoto tratado em relação à água consumida, cobertura da coleta de resíduos sólidos domiciliares e destinação ambientalmente adequada dos resíduos urbanos.

Na Região Metropolitana de Campinas, apenas dez municípios alcançaram a categoria máxima do estudo: Indaiatuba, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Cordeirópolis, Hortolândia, Itapira, Leme, Piracicaba, Rio das Pedras e Santa Bárbara d’Oeste.

O resultado reforça o compromisso de Indaiatuba com a qualidade dos serviços de saneamento e os investimentos contínuos realizados ao longo dos anos para garantir o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto, contribuindo diretamente para a qualidade de vida da população e para a preservação ambiental.

De acordo com a ABES, a universalização do saneamento ainda é uma realidade distante para grande parte dos municípios brasileiros. A sete anos do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento, apenas 94 cidades alcançaram a categoria mais elevada do ranking.

Outro aspecto destacado pelo estudo é a relação direta entre saneamento e saúde pública. Os municípios mais bem avaliados apresentam índices significativamente menores de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), como diarreias, hepatite A, cólera e febre tifoide. Entre as cidades classificadas como “Rumo à Universalização”, a taxa média é de 84 internações por 100 mil habitantes, enquanto nos municípios da categoria mais crítica esse índice chega a 198,85 internações por 100 mil habitantes.

Segundo o presidente da ABES, Marcel Sanches, o levantamento demonstra que os investimentos em saneamento refletem diretamente na saúde da população. “Quando o saneamento avança, a doença recua. Investir em saneamento é reduzir internações, proteger crianças, aliviar o sistema de saúde e gerar retorno social para o país”, destacou.

O estudo também evidencia a importância do planejamento para o avanço dos serviços. Entre os municípios classificados na categoria máxima, mais de 92% possuem Plano Municipal de Saneamento Básico, instrumento considerado fundamental para orientar investimentos, estabelecer metas e garantir a melhoria contínua dos sistemas de saneamento.

A presença de Indaiatuba entre os municípios mais bem avaliados do país reafirma a eficiência da gestão do saneamento no município e o compromisso permanente com a universalização dos serviços essenciais para a população.

#PraTodosVerem: (Imagem aérea do município onde se destaca o parque ecológico no sentido centro).

REDATOR: Renata Birolli Coutinho DCS/SAAE
DATA: 22/06/2026
Nº: 049/2026

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