Qualidade da água

Monitoramento

O Laboratório de Águas do Controle de Qualidade do Saae – Indaiatuba coleta diariamente diversas amostras que envolvem as águas de nossa cidade. Essas amostras passam por uma série de análises para que possamos avaliar sua condição e seu estado normativo perante as legislações que tratam da potabilidade da água.

Para uma análise ter um resultado confiável, depende em grande parte do modo como a retirada das amostras é efetuada. Essa é uma atividade que exige grande responsabilidade e treino dos colaboradores, pois uma coleta mal elaborada compromete todo o resultado da análise. Pensando nisso, nossa coleta é acreditada nos moldes da ABNT NBR ISO/IEC 17.025:2017

Em termos de mananciais, são treze pontos de coleta monitorados. Cinco pontos (Córrego do Barnabé, Ribeirão Piraí, Rio Jundiaí – ponte pimenta, Represa do Cupini e Rio Capivari-Mirim) possuem frequência de coleta semanal. Tal esforço se justifica pois são pontos onde há a captação direta da maior parte da água bruta utilizada no tratamento. Um dos pontos de coleta, localizado na represa do mirim, têm frequência de monitoramento quinzenal. Outros sete pontos passam por avaliação em frequência mensal.

Além de uma avaliação visual do manancial, realizada por biólogos do SAAE, são avaliados, aproximadamente, 17 parâmetros em cada amostra, totalizando 476 parâmetros em mananciais por mês. Vale destacar que, em alguns momentos, o SAAE monitora certos parâmetros em alguns de seus principais mananciais, com frequência superior a estabelecida em legislação, visando sempre uma maior segurança em seus processos.

Além do plano de monitoramento descrito acima, realizado de forma mais permanente, há outros monitoramentos especiais incluindo o monitoramento do Córrego Barnabé, os provenientes de reclamações da população e os realizados conforme solicitação do órgão ambiental (CETESB), como parte dos processos de licenciamento ambiental. Este é o caso das represas do Mirim e, recentemente, da futura represa do Ribeirão Piraí, cujo monitoramento da qualidade de água, realizada por laboratório contratado, é supervisionado pelo SAAE Indaiatuba. Em relação a Represa do Mirim, foram estabelecidos oito pontos de coleta afim de avaliar a qualidade de suas águas dentro e fora da área da represa. Para isso, novos equipamentos foram adquiridos, como o disco de secchi, e utilizados em coletas realizadas com auxilio de embarcação.

Para além de sua avaliação semanal, de forma mais ampla, com descrito acima, o Córrego Barnabé, dada a sua grande exposição em ambiente urbano, é monitorado em seis pontos ao longo se sua extensão, com frequência semanal. Neste monitoramento, além da avaliação visual realizada pelos biólogos, outros seis parâmetros são avaliados.

Seção físico-química

Este laboratório realiza os ensaios inorgânicos como alcalinidade, manganês, ferro, fluoreto, cloreto, pH, cloro, etc. Parâmetros importantes para acompanhamento do processo de tratamento, desde da água bruta até o cavalete do consumidor.

Os técnicos são continuamente treinados para utilizarem-se de ferramentas estatísticas para diminuírem os erros inerentes no processo, melhorando assim a eficiência do controle de seus ensaios.

Seção microbiológica

Esta seção é responsável pelo monitoramento da qualidade microbiológica da água tratada e distribuída pelo Saae, dos mananciais utilizados na captação e pelo cumprimento com as legislações vigentes como Conama, Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária.

Considerando que a água é um importante veículo na transmissão de doenças, a seção microbiológica realiza análises a fim de verificar qualquer fonte de contaminação diariamente:
Coliforme Total; Coliforme Termotolerante; Escherichia coli; Clostridium perfringens e Bactérias Heterotróficas.

Para isso, contam com o trabalho de profissionais capacitados, equipamentos calibrados pela Rede Brasileira de Calibração acreditada pelo INMETRO, reagentes de primeira linha e métodos validados internacionalmente.

Seção hidrobiológica

A seção hidrobiológica é responsável, principalmente, pela identificação e avaliação da presença de algas e cianobactérias nos mananciais (água bruta), trazendo informações importantes sobre a qualidade da água para o tratamento.

Para que isso seja possível, é feito um monitoramento frequente dos mananciais, com enfoque ao Córrego do Barnabé (Parque Ecológico); manancial que atravessa o perímetro urbano e que recebe contribuições de água das galerias pluviais.

Através dos ensaios realizados, é possível identificar se as contaminações são de origem química ou doméstica, por exemplo.

Nos ensaios microscópicos, são identificados microrganismos bioindicadores (organismos que são indicativos biológicos de uma determinada condição ambiental) como:

Protozoários: alguns protozoários podem indicar despejos de esgoto doméstico;

Algas: algumas em grande quantidade no manancial podem produzir cheiro e/ ou gosto na água e interferir no tratamento (prejudica a floculação e obstruem os filtros);

Cianobactérias: podem liberar toxinas através do rompimento de suas células e, se a água for tratada e consumida nessas condições, pode acarretar sérios problemas de saúde para população.

É importante lembrar que os ensaios são embasados por legislação ou normas técnicas, que fornecem parâmetros adequados para cada ensaio.